"Claro-escuro. Intermitências de uma identidade não-narrativa, ritmada por linhas, impregnadas de um tempo grávido, do ato perene de observar a si mesmo, mas também de atentar-se aos

rumores do outro que habita em mim. Reunindo agostos e provocando expressões a partir da temporalidade vital, Marilde Stropp registra, seleciona e inscreve atos, revelados por uma pulsação

de linhas a dançar entrelaçadas numa metáfora de silêncios, acasos e subversões do gesto de criar.

A artista transcorre do material, da fotografia à gravura, e convida-nos para visitações ao sensível imemorial, verdadeiros veículo de luminescências, mas também de células de vida. Ao mirá-la, resta na íris sempre um quase rumor de magnetismo. Frágeis, tanto quanto efêmeras, o seu traço de luz inscreve marcas, manchas, emendas, costuras, transbordando memórias. Absortas e entregues à coreografia do fluxo, as linhas esticam-se ligando e religando vida à transcendência."

Eder Chiodetto e Fabiana Bruno 

setenta e dois agostos
2016
fotografia
sobre
exposições
.Zipper Galeria-
.Foto em Pauta 6º Festival de 
Fotografia de Tiradentes
O mosaico de fotografias "setenta e dois gostos" compôs a mostra "Constelações, intermitências e alguns rumores", na Zipper Galeria, São Paulo, em outubro de 2015 curadoria Eder Chiodetto e Fabiana Bruno, e participou do 6º Festival de Fotografia de Tiradentes, Tiradentes MG, em março de 2016, curadoria Eder Chiodetto e Fabiana Bruno