O trabalho consiste em um site especific composto por caixas de vidro vazias, com uma das faces espelhada, de maneira a cobri-la completamente.
Cria-se uma superfície especular de imagens superpostas, invertidas e completamente fragmentadas, dialogando com o espaço arquitetônico local.
Não há mais a parede real. Há apenas reflexos, pontos virtuais, pertencentes ao espelho. Tem-se, então, milhões de fragmentos dos objetos que compõe, naquele momento, o espaço. O espectador, assim como todo seu entorno multiplicam-se infinitamente, num jogo confuso de afastamentos e dimensões diversas.
Revela-se o que não está presente. Imagem em movimento, transformação. Coexistência.
Metáfora da ausência viva e vibrante, presença ativa em pleno questionamento, não há conteúdo, a ausência é o conteúdo que questiona o vazio.
Tem-se um objeto à espera do que subitamente aconteça.
o lado de dentro
2002 | 2009
instalação
sobre
A instalação "o lado de dentro" foi exposta no Ateliê Aberto, Campinas SP em 2003, no MAC de Americana, Americana SP em 2014, na Tote Espaço Cultural, Campinas em 2006, e na Ybakatu Galeria em 2009.